
Para receber os títulos definitivos, outorgados pelo Estado, a Companhia de Terras ainda terá de pagar “o preço de lei”, aqueles oito mil réis por hectare”. Antes, lorde Lovat contrata o engenheiro Alexandre Beltrão para medir as áreas, certificá-las. Alexandre cumpre a tarefa simultânamente às compras, de 1925 a 1928. Oito mil réis era quanto custava um par de “alpercatas” e menos do que um aparelho Gillette de barbear, 10 mil réis. Comparações do historiador José Joffily. O diretor-técnico da Companhia a partir de 1942, Aristides de Souza Mello, menciona a razão para aquele preço baixo: diante da escassez de compradores, “o Estado habilmente tentava encorajar” a iniciativa privada a investir. E com isso gerar impostos. Apenas o imposto sobre a transmissão de imóveis ia carrear “verdadeiras fortunas”.