
O vereador Walter José de Souza (PRTB) e outros quatro empresários se tornaram réus no processo que investiga irregularidades na CPI do EstaR Digital em Ponta Grossa. A 1ª Vara Criminal aceitou na íntegra a denúncia feita pelo Ministério Público no final de 2020. O MP denunciou o vereador por corrupção passiva e os empresários por corrupção ativa. De acordo com a apuração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os empresários teriam pago o vereador para que apresentasse um relatório favorável a empresa que foi alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara Municipal de Ponta Grossa. A CPI foi criada para investigar supostas irregularidades no contrato do EstaR Digital no município. Segundo a denúncia do MP, Valtão, que era relator da Comissão, teria recebido R$ 15 mil. Todos os réus estão presos, quatro deles no Complexo Médico Penal, em Pinhais, e um em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. A partir do recebimento da denúncia, começam os depoimentos de testemunhas e informantes, bem como o direito à defesa. A CBN entrou em contato com a defesa do vereador Valtão, mas não obteve resposta.