
As vendas de botijões de gás aumentaram entre 5% e 8%, de acordo com o Sindicato Nacional das Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás). Em Ponta Grossa, algumas distribuidoras já relatam desabastecimento do produto em função da pandemia do novo coronavírus. Osmar Assis de Abreu é proprietário de uma dessas empresas e comenta que a procura pelo gás de cozinha aumentou em uma semana. Abreu afirma que o gás vendido por ele vem da distribuidora da Petrobrás em Araucária e que não recebe o produto desde terça-feira (24). Já a empresa de Ivan Carlos Rentschler ainda tem estoque de gás, mas já sentiu o aumento da procura. Conforme o Sindigás, o crescimento das vendas ocasionou um pequeno atraso na reposição do produto, mas que não há “interrupção no fluxo da cadeia de abastecimento, nem falta de estoque”. O presidente do Sindigás, Sérgio Bandeira de Mello, afirmou que todas as empresas associadas ao sindicato estão funcionando em plena carga. "Temos um aumento repentino de compras antecipadas. Não existe motivo para corrida por produto. Estamos com tudo normal, somente um atraso de entregas devido a esta corrida", explicou à CBN Ponta Grossa. A Copagaz é uma empresa que atende cerca de 20% da população de Ponta Grossa. Para o diretor comercial da Distribuidora, Amaro Helfstein, o desabastecimento só é possível se a população comprar o gás de cozinha para fazer estoque. Em nota, a Liquigás afirma que nenhuma de suas distribuidoras está fechada e que com o aumento da demanda a produção teve que ser acelerada. Segundo a distribuidora, o novo volume produzido deve chegar em breve às empresas que ficaram sem produtos.