
O Ministério Público Estadual investiga no Espírito Santo 76 denúncias que chegaram à ouvidoria do órgão sobre possíveis episódios de fura-fila na campanha de imunização contra a covid-19. Em entrevista à CBN Vitória nesta quarta-feira (10), a promotora de Justiça e coordenadora do Gabinete de Acompanhamento da Pandemia do Novo Coronavírus (GAP-Covid-19), Inês Thomé, alertou que pessoas que forem imunizadas fora da fila de prioridades do Ministério da Saúde, assim como as que aplicarem as doses, responderão administrativamente e também criminalmente. Se houver o flagrante, há risco também da pessoa ser presa. A vacinação contra a covid-19 começou no dia 18 de janeiro no Espírito Santo. De lá pra cá, sobram relatos de casos de pessoas que furaram a fila da imunização, ou seja, receberam a vacina mas não faziam parte do grupo prioritário estabelecido pelo Plano Nacional de Imunização (PNI). Nesta quarta (10) a promotora também destacou que irá solicitar à secretaria Estadual de Saúde adequações à resolução que prevê a imunização de profissionais de saúde, ressaltando a exigência de que o vacinado seja um trabalhador da ativa. Acompanhe.