
A falta de variedade de produtos nas prateleiras dos supermercados subiu em janeiro e retomou o maior patamar do período de pandemia. É o que aponta o índice Neogrid, que faz o monitoramento das redes varejistas. A falta de produtos, no Brasil, chegou a 12,5% no primeiro mês do ano, e segundo a empresa responsável pelo índice, ultrapassar 10% já é um risco. Mas qual é a situação do Espírito Santo? Faltam produtos nas prateleiras? Quem responde é o superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider. Segundo Schneider, não há risco de desabastecimento. O que pode ocorrer é do consumidor não encontrar uma diversidade de marcas de um mesmo produto na prateleira. Acompanhe! O indicador, que é conhecido como ruptura, ficou em torno de 12,5% em janeiro, acima dos 12,1% do mês anterior. Desde o início da pandemia, os maiores números foram registrado em maio e junho, com 12,6% e 12,5% respectivamente. Segundo a Neogrid, a ruptura em alta é resultado da escassez de itens para embalagem na indústria, como papel e alumínio. Outro fator é a queda do poder de compra após o fim do auxílio emergencial, que leva os consumidores a se concentrarem nas marcas mais baratas, esgotando esse tipo de produto antes da reposição.