
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, na última quarta-feira (6), manter a proibição de importação, propaganda e venda de cigarros eletrônicos no Brasil. Além da proibição, a agência também votou pela adoção de medidas não normativas para a redução da oferta e da demanda. Os cigarros eletrônicos são aparelhos alimentados por bateria de lítio e um cartucho ou refil, que armazena o líquido. Esse aparelho tem um atomizador, que aquece e vaporiza a nicotina. O aparelho traz ainda um sensor, que é acionado no momento da tragada e ativa a bateria e a luz de led. A temperatura de vaporização da resistência é de 350°C. Disfarçados por uma infinidade de sabores e aromas, os cigarros eletrônicos dão, à primeira vista, a ideia de serem uma boa alternativa. Principalmente por parecerem, acima de tudo, inofensivos à saúde. No entanto, o cigarro eletrônico pode levar ao desenvolvimento de inúmeras doenças pulmonares, entre elas o enfisema e o câncer. Em entrevista à CBN Vitória, o médico pneumologista Valdério Dettoni, professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), fala sobre o assunto e explica os riscos do cigarro.