
Os impactos do rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), em 2015, são alvo de uma ação na Justiça inglesa que voltou ao radar na última semana. A ação na Justiça inglesa é direcionada apenas à empresa BHP, que também tem sido cobrada pela opinião pública na Inglaterra sobre o caso. No processo, a defesa da BHP quer incluir a Vale como ré com ao menos metade dos custos em caso de eventual derrota. O julgamento ocorre a pedido da empresa inglesa, sob a alegação de que a empresa brasileira também deve ter responsabilidade no processo. Acompanharam o julgamento indígenas de quatro etnias, movimentos de atingidos por barragens e representantes de Minas e do Espírito Santo. Do Espírito Santo, quem participou foi o prefeito de Colatina, na região Noroeste do Estado, Guerino Balestrassi, uma das cidades mais impactadas pela tragédia ambiental. Segundo o prefeito, são momentos decisivos para que as famílias atingidas pelo desastre recebam a devida reparação e que o Rio Doce receba os investimentos para a sua recuperação ambiental. Balestrassi informou que quase oito anos após a tragédia, população em Colatina tem receio no consumo de água e pescados provenientes do Rio Doce. A Fundação Renova foi procurada pela CBN, mas ainda não se manifestou sobre o assunto.