
O rompimento de barragem em Mariana, em Minas Gerais, completa cinco anos na próxima semana. A barragem se rompeu em 5 de novembro de 2015, deixando 19 mortos, comunidades atingidas e grave efeito ambiental. Em entrevista à CBN Vitória nesta sexta-feira (3), o procurador da República, Paulo Henrique Trazzi, membro da Força-Tarefa Rio Doce, destacou que cinco anos após a maior tragédia ambiental brasileira, dúvidas e incertezas persistem. De início, a recomendação conjunta dos órgãos já aponta que "no dia 05 de novembro de 2015, há cinco anos, o mundo assistiu, estarrecido, o maior desastre ambiental brasileiro e o único dessa natureza no mundo, causado pelo rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, de responsabilidade das empresas Vale S/A e BHP Billiton Brasi Ltda., ambas proprietárias da Samarco Mineração S/A". A recomendação aponta que ao longo dos 680 quilômetros percorridos entre Bento Rodrigues, em Minas Gerais, até o mar de Regência, no litoral capixaba, onde a lama se espalhou, acabando com a vida marinha numa área de 40 quilômetros quadrados, vazaram 44 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro ao longo da Bacia do rio Doce atingindo uma área equivalente à extensão territorial de Portugal. Passados anos da tragédia, há insegurança no consumo de água e peixes e comunidades que ainda esperam por indenizações. "São 1800 dias de sofrimento e de graves violações dos direitos humanos", desabafa o procurador. Confira a entrevista!