
O que pode estar contribuindo com o avanço do novo coronavírus não só no Espírito Santo, mas em todo o País, são os casos assintomáticos e leves. De acordo com um estudo capitaneado pelo professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Domingos Alves, que acompanha a evolução da pandemia, “casos sem sintomas ou com sintomas leves são a chama que mantém a epidemia”, já que não são testados e os infectados não fazem um isolamento restrito. Alves afirma que os dados relacionados ao monitoramento da contaminação são mal coletados e restritos. Os boletins oficiais divulgados diariamente sobre o número de infectados não refletem a realidade da pandemia no Brasil, pois se baseiam nas internações; só nesses casos é que são feitos os testes para detecção do vírus, alerta o professor. E diz ainda que o crescimento da pandemia continua de maneira exponencial e no Espírito Santo, caso os governantes não adotem medidas mais restritivas, a capacidade de internação de UTI se esgotará no dia 16 de junho próximo.