
Nos últimos meses, o sonho de morar na casa própria tem virado pesadelo para algumas famílias da Grande Vitória. Nesta edição do CBN Vitória, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES) explica como funcionam as caixas d'água verticais instaladas em condomínios da Grande Vitória. Nos últimos dois meses, pelos menos dois condomínios tiveram problemas com esse tipo de construção. Em dezembro, duas caixas-d'água desabaram em um condomínio em Padre Gabriel, Cariacica. Um homem que fazia manutenção em uma das estruturas morreu. Nesta semana, uma caixa d'água do condomínio Top Life, de São Diogo, na Serra, apresentou um amassado na parte lateral. Após uma vistoria realizada por técnicos nesta quarta-feira (17), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) informou que não descarta a possibilidade de desabamento da torre-d'água que abastece o prédio. No entanto, ponderou que ainda terá que ser feito um diagnóstico decisivo e seguro. Ouça entrevista com Jorge Silva, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Espírito Santo (Crea-ES). De acordo com os profissionais especialistas do Conselho, o reservatório de água, construído em chapas de aço, com aproximadamente 35 metros de altura e 3,5 metros de diâmetro, apresenta importante deformidade, cujo grau de risco deve ser estabelecido e indicado por empresa de engenharia especializada. Entre as variáveis técnicas importantes que a empresa deve observar a fim de se obter um diagnóstico decisivo e seguro estão a análise dos projetos, a realização de levantamentos in loco da estrutura e a descrição de um histórico das ocorrências e das manutenções realizadas desde a implantação da estrutura. Durante os trabalhos realizados pelo Crea-ES nesta quarta-feira, três empresas de engenharia foram autuadas e duas receberam notificações. Durante a vistoria também foi identificada a existência de um Laudo Técnico emitido no dia 17 de julho de 2020. O documento, expedido por empresa especializada, com responsável técnico e registro de Anotação de Responsabilidade Técnica, já apontava, na ocasião, irregularidades, como oxidações, antes mesmo de vencer a garantia de fabricação dos reservatórios, que seria em agosto de 2020.