
Neste 29 de setembro celebra-se o dia Mundial do Coração. O dia foi lançado pela Federação Mundial de Cardiologia (WHF) para aumentar o conhecimento das doenças cardiovasculares e dos fatores de risco relacionados e promover medidas preventivas adequadas. No Brasil, as comorbidades ligadas ao coração são uma das que mais matam - causam o dobro de mortes do que os cânceres, três vezes mais que as doenças respiratórias e 6,5 vezes mais que todas as infecções incluindo a AIDS, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Até a manhã de hoje (29), mais de 300 mil vidas foram perdidas para doenças cardiovasculares só nestes nove primeiros meses do ano, de acordo com o Cardiômetro da SBC - cerca de 1 morte a cada 90 segundos. Em entrevista à CBN Vitória, a médica cardiologista Kátia Vasconcellos, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), ressalta a importância dos cuidados com o coração, tanto entre pacientes com condições crônicas quanto com condições adquiridas, durante a pandemia. "Depois desses meses de pandemia, recebo pacientes que deixaram de acompanhar seus problemas cardiovasculares e estão voltando agora com grau de descompensação muito maior no coração, e por isso estamos tendo que retomar o tratamento e concertar uma grande sobrecarga do órgão. É perigoso, porque a doença crônica, por exemplo, não tem cura", afirma a médica.