
O Brasil já teve teve 500 pessoas resgatadas em trabalho análogo à escravidão em 2022 – numa média de quase quatro por dia. O dado foi divulgado pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Previdência. No Espírito Santo, dados do portal SmartLab [Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas] apontam que de 1995 a 2020, por exemplo, 796 pessoas em condição análoga à escravidão foram resgatadas no Estado. Em entrevista à CBN Vitória, a procuradora do Trabalho, Keley Kristiane Vago Cristo, representante da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete) no Espírito Santo, fala sobre o assunto. Dados do portal apontam que uma média de 30,6 resgatados por ano. Os setores econômicos mais frequentemente envolvidos estão no cultivo de café (52%) e cana de açúcar 38%. O perfil das vítimas resgatadas quanto à atividade laboral desempenhada no momento do resgate são de trabalhadores do campo.