
No último sábado (03), o cantor Agnaldo Timóteo morreu em decorrência de complicações causadas pela Covid-19, aos 84 anos. A morte levantou um debate sobre a eficácia dos imunizantes contra a doença, já que o cantor tomou as duas doses da vacina contra o novo coronavírus. Ele foi internado três dias após a segunda dose. Os médicos acreditam que ele foi infectado no intervalo de tempo entre a primeira e a segunda dose. Mas afinal, pessoas vacinadas contra a Covid-19 podem adoecer pela doença? A resposta é sim! Quem explica por que é a médica infectologista Ana Paula Burian, diretora da Regional Espírito Santo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e consultora em imunização há 17 anos. Acompanhe! Ana Paula Burian explica que nenhuma das vacinas contra a Covid-19, após os testes de fase 3, apresentou 100% de efetividade contra a doença. Somente a Coronavac, produzida pelo Instituto Butanta, para casos graves e moderados, atingiu índice de eficácia de 100%. "Na medicina, não existe nada 100%. É nem nunca e nem sempre. E cada vez mais que aumenta o número de pessoas vacinadas, aumenta a possibilidade de um imunizado adoecer pela doença, porque acontece", salienta. As vacinas, aponta a infectologista, dependem de uma série de acertos, que vão desde o transporte, até a conservação a aplicação. E mesmo se tudo for feito da maneira correta, a resposta ao imunizante varia de acordo com o sistema imunológico de cada um. "Principalmente no caso dos idosos, por conta do envelhecimento do sistema imune, a vacina pode reagir de uma forma diferente. A vacina é fundamental, mas não pode ser um comprovante que me exima de me proteger contra a Covid-19", finaliza.