
O Espírito Santo tem pelo menos 50 barragens de risco alto, o que corresponde a cerca de 10% das quase 500 registradas na Agência Nacional de Águas (ANA) em solo capixaba. Entre elas, há sete consideradas preocupantes pelo órgão responsável por fiscalizar essas estruturas, a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh). Os dados constam no Relatório de Segurança de Barragens da ANA, publicado em 2022, referentes a 2021, e foram trazidos pelo site A Gazeta nesta semana. Os órgãos fiscalizadores classificam o risco de um reservatório de duas formas. A primeira diz respeito à estrutura da barragem, o material com o qual é feita, técnica utilizada, manutenção da estrutura, presença de meios de controlar a vazão, entre outros. A segunda é em relação ao dano potencial, ou seja, em caso de rompimento, qual é o estrago que o material ali armazenado pode causar. Assim, barragens mais perto de cidades ou casas têm maior capacidade de causar danos. Em entrevista à CBN Vitória, o diretor-presidente da Agerh, Fábio Ahnert, fala sobre o assunto.