
Desde o dia 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial da Saúde decretou a Covid-19 como pandêmica, o mundo se deparou com uma onda de tratamentos para a doença. Mas a maioria deles sem comprovação científica de suas eficácias, como destaca a doutora em Microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP) Natalia Pasternak. "No Brasil, surgiram diversas histórias de 'curas milagrosas' - a cloroquina e hidroxicloroquina, a ivermectina, homeopatia e ozonioterapia. Mas a ciência sabe que esses artifícios não funcionam para a Covid-19 ou até mesmo não funcionam para nada", explica Pasternak. Ela é a entrevistada desta edição do CBN Vitória. Também presidente do Instituto Questão de Ciência (ICQ), Natalia aponta que existe uma gama de testes a serem feitos para comprovar, cientificamente, a eficácia de um medicamento e que, "normalmente", esses postulados devem ser seguidos à risca.