
Um estudo divulgado pela Universidade de Oxford mostrou que sua vacina contra a covid-19, desenvolvida em parceria com o laboratório AstraZeneca, registrou aumento da resposta imune com a aplicação de uma terceira dose, que atualmente não está prevista no esquema de vacinação. A mesma pesquisa também apontou que a ampliação do intervalo entre as duas doses atualmente previstas também amplia a proteção oferecida pela vacina. Em entrevista à CBN Vitória, o médico infectologista Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), analisou a aplicabilidade desses testes na realidade brasileira. Outro estudo, denominado Com-COV, também de Oxford, mostrou que aplicar uma segunda dose da vacina Cominarty, da Pfizer, em quem recebeu a primeira dose da vacina da AstraZeneca provocou uma melhor resposta imunológica do que aplicar a segunda dose da própria vacina da AstraZeneca. O estudo comparou esquemas tradicionais e combinados de duas doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca e descobriu que, em qualquer combinação, elas produziram altas concentrações de anticorpos contra o coronavírus.