
A Fiocruz terá capacidade de produzir vacina para toda a população brasileira ainda no primeiro semestre 2021. Esta é a expectativa do pesquisador-titular e vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, Marco Aurélio Krieger. Um acordo com a biofarmacêutica AstraZeneca é que vai permitir a compra de lotes e transferência de tecnologia da vacina para Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford. O acordo é resultado da cooperação entre o governo brasileiro e a biofarmacêutica. Em entrevista nesta segunda-feira (06) à rádio CBN Vitória o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz explicou que o acordo firmado com a Universidade de Oxford acontece em virtude da vacina desenvolvida por eles está em fase mais promissora. Marco Aurélio Krieger argumentou que trata-se de uma encomenda tecnológica em que a instituição adquire o produto antes do término dos ensaios clínicos previstos, em função do movimento global de mobilização e para aquisição de vacinas. O acordo com a biofarmacêutica prevê duas etapas de produção. A primeira consiste na produção de 30 milhões de doses entre os meses de dezembro deste ano e janeiro de 2021. O investimento inclui não apenas os lotes de vacinas, mas também a transferência de tecnologia para que a produção possa ser completamente internalizada e nacional. A partir do registro da vacina será possível produzir mensalmente 40 milhões de doses no país, atingindo a capacidade de imunizar toda a população brasileira até o final do primeiro semestre de 2021.