
A reportagem "Colônia dos Excluídos" exigiu da jornalista Iara Diniz um mergulho em um período no qual pessoas diagnosticadas com hanseníase no Estado eram obrigadas a se isolar na Colônia de Itanhenga, uma verdadeira minicidade construída em 1935 em Cariacica. De lá, ninguém tinha permissão para sair. A série de reportagem é destaque em A Gazeta desde a última segunda-feira (23). Em entrevista à Rádio CBN Vitória, a jornalista falou sobre a reportagem. Ouça a conversa completa! O Brasil é o segundo país com maior número de casos de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia. Nos últimos dez anos, 312 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença. Apesar disso, a hanseníase permanece negligenciada, com pouco investimento em pesquisas e, ainda, sem uma vacina. A mudança do nome lepra para hanseníase foi feita em 1976, por meio de decreto federal, e se tornou lei em 1995. A medida veio com o objetivo de diminuir o estigma milenar associado à doença e considerada por alguns estudiosos como "a ação mais eficiente no combate da doença". O preconceito, no entanto, ainda está presente na sociedade e é apontado pela médica como um dos principais fatores que dificultam o diagnóstico precoce da hanseníase. Em entrevista à CBN Vitória, a doutora Patrícia Deps, especialista em hanseníase e professora titular e chefe do Departamento de Medicina Social e do Programa de Pós-graduação em Doenças Infecciosas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!