
"O cão é o recurso mais eficiente na busca e detecção de pessoas". A afirmação é do capitão André Marinho, do Corpos de Bombeiros do Espírito Santo, sobre os "K9" - cães farejadores treinados para busca, resgate e salvamento. Os animais atuam na busca de pessoas desaparecidas, em escombros de desabamentos e em desastres como de Brumadinho (MG), por exemplo. O capitão é o coordenador do Comitê de Desenvolvimento de Atividades (CDA) de salvamento com cães e explica como é feito o treinamento e a atuação desses cães em campo. Acompanhe! Marinho explica que os K9 são cães de raças mais específicas, com uma linhagem histórica de trabalho e características já esperadas. Quando selecionados, os cães são treinados por bombeiros militares voluntários até serem certificados e, então, começarem a prestar serviço para o Estado. "Os militares que trabalham com os cães geralmente tem suas funções na corporação, mas o trabalho com os cães é pela paixão, uma atividade voluntária", explica. O capitão aponta que o cão farejador essencial na detecção do odor humano: "o olfato dos cães chega onde os olhos humanos e os equipamentos não chegam". Em atividade de salvamento, seja em casos de pessoas vivas ou mortas, o cão é a "ferramenta" mais eficiente para localização da vítima. Mas aonde esses cães moram? Nas casas dos próprios bombeiros. Segundo Marinho, eles foram treinados sob uma doutrina americana e, para aumentar o bem estar do animal, eles moram nas casas dos chamados "condutores".