
O termo "lockdown", usado para situações de paralisação total do deslocamento de pessoas, ganhou força nos últimos dias, após cidades brasileiras começarem a adotar a medida. A primeira região a anunciar o regime mais fechado de quarentena para conter o avanço do novo coronavírus foi o entorno da Grande São Luís, no Maranhão. Também no Nordeste a capital do Ceará, Fortaleza, adotará regras de isolamento social mais rígido a partir da próxima sexta-feira, dia 08. Nesta quarta-feira (06) o governo do Pará informou que também adotará a medida em dez cidades, incluindo a capital Belém. Em entrevista nesta quarta-feira (06) à rádio CBN Vitória, Ricardo Gueiros, professor de Direito da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explica o que prevê a medida mais restritiva. Em um boletim epidemiológico publicado no dia 6 de abril, o Ministério da Saúde definiu o lockdown como o “nível mais alto de segurança e que pode ser necessário em situação de grave ameaça ao sistema de saúde”. Durante este bloqueio total, todas as entradas e saídas da região, as fronteiras, são restringidas por agentes de segurança e somente trabalhadores essenciais têm a permissão de entrar ou sair da área isolada. Ainda que alguns serviços essenciais estejam funcionando, como mercados, farmácias e postos de gasolina, as pessoas só devem sair de casa caso tenham grande necessidade (como o trabalho essencial), do contrário podem sofrer multas ou advertências de autoridades policiais, solicitando que retornem para casa.