
A pandemia está rejuvenescendo. É o que aponta um estudo do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O que isso significa? Ao analisar as faixas etárias infectadas desde o início do ano até meados de março, os pesquisadores constataram um aumento de 500% a 600% de casos do coronavírus em pessoas de 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 50 a 59 anos, o que sugere um deslocamento da pandemia para os mais jovens. Em entrevista à CBN Vitória, o pesquisador em Saúde Pública e professor da Fiocruz, Raphael Guimarães, alerta: o número de casos, hospitalizações e mortes entre pessoas com menos de 60 anos cresce mais rápido do que em idosos. O risco, portanto, para incidência e mortalidade vem aumentando gradativamente para quem não é idoso e é, via de regra, saudável. Acompanhe! Por se tratar de população com menos comorbidades – e, portanto, com evolução mais lenta dos casos graves e fatais, demanda frequentemente uma permanência por maior tempo em internação em terapia intensiva.