
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, se manifestou pela primeira desde que houve a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que ele afirmava ter recebido proposta para participar de um esquema fraudulento durante uma reunião no Palácio Anchieta, em 2021. Segundo Pazolini, documentos que possam levar à elucidação das denúncias já foram entregues às autoridades competentes. Em resposta à acusação do prefeito de Vitória, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ingressou com uma representação no Ministério Público do Estado contra Pazolini e exige provas. O discurso teria acontecido em maio, durante inauguração da Escola Municipal Padre Guido Ceotto, em Jardim Camburi, conforme consta na representação do governo contra o prefeito. No vídeo Pazolini não fala em nenhum momento o nome do local em que a reunião aconteceu, mas descreve com detalhes. "Em determinado momento do ano passado, eu fui convidado a comparecer a uma reunião em um palácio no centro da cidade que leva o nome de uma autoridade cristã católica", descreveu. Na sequência, ele afirma que foram ofertados projetos de obras e melhorias para Vitória, que seriam realizadas desde que o gestor aceitasse participar de um esquema, do qual já estaria determinada a empresa vencedora de uma licitação ainda não aberta. Em nenhum momento Pazolini cita o nome dos envolvidos na conversa ou da empresa. E, embora ele também não cite nominalmente o governador Renato Casagrande, ele relata que a proposta foi passada por uma "autoridade X" e faz referências a episódios denunciados na atual gestão, como as tendas, contratadas no início da pandemia para barreiras sanitárias, e a aquisição de álcool em gel, produto adquirido em larga escala durante o enfrentamento à pandemia. O governo do Estado ainda não se manifestou sobre as declarações do prefeito de Vitória dadas nesta sexta-feira (03) em entrevista à CBN Vitória.