
No último domingo, dia 18 de outubro, aconteceram as eleições presidenciais da Bolívia. O pleito foi acompanhado pelo coordenador da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) Vinicius Quintino de Oliveira e pela advogada e ex-juíza do TRE-ES, Wilma Chequer. Ambos são membros observadores da Conferência Americana de Organismos Eleitorais Subnacionais pela Transparência Eleitoral (Caoeste) e da Transparência Eleitoral da América Latina, responsáveis por observar, fiscalizar e atestar a regularidade de processos eleitorais nas Américas. Em entrevista à CBN Vitória, eles detalham como o pleito boliviano serviu de laboratório para as eleições brasileiras. Acompanhe! O Brasil, em especial São Paulo, conta Vinícius, tem um dos maiores colégios eleitorais bolivianos fora da Bolívia e o momento foi uma espécie de experimento para o próprio pleito brasileiro, que acontece em novembro. "Foi a primeira eleição em terras nacionais em situação de pandemia. Sem sombra de dúvidas, uma oportunidade para vermos o comportamento das pessoas. Detalhes que importam. Foi uma eleição boliviana, mas com gostinho da eleição brasileira", apontou o coordenador da EJE-ES, que também deve observar as eleições dos Estados Unidos, em 3 de novembro. A advogada Wilma Chequer, que também participou da observação in-loco em São Paulo, explicou que a observação serviu para analisar a biossegurança das eleições, por conta da covid-19. Ela conta que se surpreendeu com o alto comparecimento e classificou o pleito da Bolívia na capital paulista como tranquilo.