
No último dia 7, o presidente Jair Bolsonaro vetou uma lei aprovada pelo Congresso Nacional que previa a distribuição gratuita de absorventes femininos para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua. A pobreza menstrual é uma realidade latente no Brasil. Um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) constatou que 25% das meninas brasileiras entre 12 e 19 anos já deixaram de ir à aula alguma vez por não ter absorventes. Em Vila Velha, no bairro Boa Vista 2, um projeto ajuda essas jovens vulneráveis socialmente que não têm condições de comprar o absorvente. Segundo relatos, na ausência do absorvente, elas chegam a usar panos, folhas, papel e até jornal quando menstruadas. O projeto Recriar/Todas Juntas nasceu há um ano e atende cerca de 200 mulheres. Em entrevista à CBN Vitória, a idealizadora do Todas Juntas, Melissa Emanuelle, trouxe os detalhes. Um outro projeto, o Mudando Fluxos, também atua no combate à pobreza menstrual. A Maria Fiorio, representante do projeto, explica como o trabalho acontece na Grande Vitória. A meta é ajudar 600 meninas até o fim do ano. O município de Vitória, em cumprimento à Lei nº 9.613/2020, instruiu as unidades de ensinou para a aquisição de absorventes menstruais, que pode ser realizada com a verba do Conselho de Escola. A distribuição já está sendo feita nas unidades de ensino, como conta, em entrevista à CBN Vitória, a secretária municipal de Educação, Juliana Rohsner.