
O crescimento de ocorrências de ataques a tiros em escolas brasileiras tem levantado o debate sobre o país estar reproduzindo um cenário já visto em países como os Estados Unidos, de massacres em colégios. Um levantamento realizado pelo "Instituto Sou da Paz" apontou que o Brasil registrou 12 ataques em escolas nos últimos 20 anos. Em todos os casos, os assassinos eram alunos ou ex-alunos da instituição de ensino invadida. O episódio com o maior número de vítimas ocorreu em 2011 e ficou conhecido como o Massacre de Realengo. Na ocasião, 12 pessoas morreram após um ex-aluno atirar em jovens na Escola Municipal Tasso da Silveira, na Zona Oeste do Rio. Mais recentemente, em novembro, um atirador de 16 anos invadiu duas escolas e quatro mortos, além de feridos, em Aracruz, no Norte do Estado. Diante desse cenário, o Conselho Regional de Psicologia do Espírito Santo (CRP-ES) alerta sobre fenômeno de violência que pode gerar outros ataques como os de Aracruz e defende ações permanentes de combate a discursos de ódio e fascistas. Em entrevista à CBN Vitória, o presidente do CRP-ES, o psicólogo Thiago Machado, fala sobre o assunto