
Os sequestradores da vereadora Lari Bortolote, de Rio Novo do Sul, para forçarem a família a pagar o resgate, ameaçavam e aterrorizavam a todo momento que iriam mutilá-la, cortando dedo ou orelha. A informação é do delegado Faustino Antunes Simões Filho, superintendente de Polícia da Regional Sul, em entrevista nesta quarta-feira (24) à CBN Vitória. O cativeiro foi localizado na noite da última segunda-feira (22), após a polícia receber a informação sobre o possível local onde a vereadora estava escondida. Faustino Antunes também detalhou que os sequestradores combinaram receber o resgate em uma rua movimentada de Cachoeiro de Itapemirim e o dinheiro deveria estar guardado em um saco de lixo preto. A vereadora foi sequestrada na manhã de segunda-feira (22), enquanto estava na propriedade da família dela, em Rio Novo do Sul. Dois criminosos chegaram de carro, amarraram o pai dela e um funcionário, e levaram a vítima para um cativeiro em Anchieta. Ela foi resgatada pela polícia às 22h do mesmo dia, sem nenhuma lesão. Durante o período da tarde, dois suspeitos foram presos, enquanto tentavam pegar o dinheiro do resgate (inicialmente pediram R$ 250 mil, mas depois valor caiu para R$ 100 mil) com o irmão da vereadora, no bairro Zumbi, em Cachoeiro de Itapemirim. Os outros dois sequestradores, que estavam no cativeiro com Lari, conseguiram fugir após a chegada da polícia e continuam sendo procurados.