
No dia 14 de setembro, o cachorro da raça golden retriever Zyon, de apenas dois meses e quatro dias, embarcou em um voo da Latam no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com destino ao Rio de Janeiro. O embarque foi realizado pela equipe responsável de canil de origem do animal e, em terras fluminenses, o cão seria recebido por sua tutora, a capixaba Gabriela Duque, de 24 anos, que o conheceria pela primeira vez. Mas essa história não teve um final feliz. Após uma demora de cerca de 1h40 após o pouso da aeronave, Zyon foi levado à tutora, mas com dificuldades para respirar e irrespondível - situação diferente de filmagens anteriores ao embarque, que mostravam o animal em pleno estado de saúde e disposição. O cão chegou a ser internado mas não resistiu e morreu horas depois. A preocupação em relação a desfechos de casos de transportes de pets é frequente entre os tutores. Mas existem medidas que podem ser tomadas tanto pelo responsável quanto pelas companhias aéreas para garantir a segurança dos animais. Em entrevista à CBN Vitória, a médica veterinária Adrienne Brêtas Lanis, mestre em Diagnóstico e Terapêutica pelo Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explica que o tutor deve ficar atento a todo o processo de transporte dos animais, desde o momento da compra da passagem até o desembarque. Dependendo da companhia e do tamanho do animal, é possível transportá-lo dentro da cabine de passageiros, junto dos humanos. Utilize kennels (caixas de transporte) rígidas e bem ventiladas e consulte um veterinário se a saúde de seu pet resiste a um transporte aéreo.