
Desde o dia 27 de maio, as universidades federais brasileiras passaram a enfrentar um bloqueio orçamentário determinado pelo Ministério da Educação (MEC), na ordem de 14,5%. No último dia 3 de junho, a fatia bloqueada foi reduzida para 7,2%, mas a pasta informou que a metade desses 7,2% ainda bloqueados será remanejada para outros órgãos para pagamento de despesas obrigatórias, representando uma perda de mais de R$ 220 milhões na verba das instituições federais de ensino superior. A Associação de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) afirmou que "a situação, que já era bastante preocupante, agora se torna insustentável”. Na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o bloqueio foi de R$ 8.858.000 sobre os recursos totais de todas as fontes, representando uma redução de 7,48% do orçamento discricionário. Em entrevista à CBN Vitória, o reitor da Ufes, Paulo Vargas, afirma que o bloqueio orçamentário traz consequências preocupantes sobre a execução do planejamento orçamentário da universidade. Segundo ele, no acumulado dos últimos anos, o orçamento da Ufes já foi reduzido a metade.