
Pesquisadores brasileiros conseguiram comprovar o papel essencial da resposta imune adaptativa, ou seja, específica para cada patógeno, do nosso próprio organismo para evitar a recorrência da Covid-19. Tudo isso graças à imunidade celular, isto é, a ação dos chamados linfócitos T, células com funções imunológicas de efetuação de respostas antivirais. Quem nos ajuda a entender melhor é o professor Daniel de Oliveira Gomes, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), doutor em Imunologia pela UFRJ e Universidade de Harvard. Acompanhe! Quando um vírus infecta uma pessoa e passa a se multiplicar dentro de suas células, ele desencadeia primeiro a resposta imune inata (inespecífica). Células chamadas de macrófagos identificam o vírus e o fagocitam. Há também a ação de proteínas chamadas interferons, uma espécie de “cadeado” que impede as células infectadas de replicarem o vírus. Se a resposta imune inata não resolver o problema, entra em cena o sistema imune adaptativo, formado por anticorpos neutralizantes (resposta humoral) e pelos linfócitos T (imunidade celular), que reconhecem o patógeno e podem destruir as células infectadas. O estudo é da Universidade de São Paulo e um preprint já foi publicado na plataforma medRxiv, mas ainda precisa ser revisado por pares.