
Toda emoção “ruim” carrega em si a direção para o que “bom”, afinal se algo em mim diz que tal emoção é “ruim”, é porque ela sabe qual a “melhor” forma para sentir... esse é um dos pressupostos do Dr. Eugene Gendlin, filósofo americano que desenvolveu a Focalização. Sim, as nossas emoções têm muito a dizer sobre nós, nossa história, modo de funcionar e viver, em especial as emoções desafiadoras, entretanto frequentemente não paramos para ouvi-las, para nos relacionarmos com elas. Pelo contrário, carregamos a crença que se deixarmos de senti-las ficaremos bem, assim o mais comum é tentarmos exclui-las, gerando ainda mais desabrigo e conflito interno, pois se fosse possível controlar ou eliminar aquilo dói em nós, apenas pela vontade deliberada, já teríamos feito. Por essa razão é fundamental desenvolvermos a habilidade de nos relacionarmos de maneira gentil, compassiva e amorosa com tudo em nós, de visitar e revistar os lugares feridos em nós, não com o intuito de excluir ou acabar com eles, mas sim o intuito de cuidar desses lugares, pois essa qualidade de relacionamento é que vai permitir que esses lugares recebam os cuidados para cura e transformação. Chega a ser um paradoxo aprender a se relacionar e cuidar daquilo que dói em nós! Sei que sim, entretanto desenvolver essa habilidade pode ser a grande chave para sua transformação pessoal e dos seus clientes também. Preparei essa aula, na qual não apenas mostro através de um estudo de caso, a potência que o processo terapêutico ganha quando aprendemos a dialogar e ouvir aquilo que dói em nós, como também ensino manejos para promover esse diálogo interno.