
Estamos nos tornando uma sociedade pornográfica. A cultura, hoje em dia, considera a pornografia como mera fraqueza privada ou até como prazer legítimo, mas, na verdade, é uma grave ofensa ao plano divino. A pornografia destrói a castidade, introduz pensamentos impuros à mente do observador e o leva a atos impuros, como a masturbação ou adultério. O Cardeal Justin Rigali, da Filadelfia, descreveu a pornografia como um “câncer sobre a cultura contemporânea”. Com alguns cliques, vídeos pornográficos estão disponíveis para quem quiser, e isso não é novidade. William M. Struthers, psicólogo com formação em neurociência, da Faculdade Wheaton, afirma que “os homens parecem ter sido feitos de tal maneira, que a pornografia sequestra o funcionamento adequado de seus cérebros e tem efeito de longo prazo em seus pensamentos e vidas”. A pornografia torna-se um veneno viciador. Ver pornografia não é uma experiência emocional ou fisiologicamente neutra. Ela promete “mais sexo, melhor sexo, infinito sexo, sexo conforme os desejos, orgasmos mais intensos, experiências de transcendência”. A pornografia “atua como uma combinação de múltiplas drogas”, explica Struthers, é “um relacionamento patológico com experiência de alteração do humor”. O tédio e a curiosidade levam muitos meninos e homens a experiências que se tornam mais como vício de drogas do que, muitas vezes, se admite. Com o tempo, a exposição à pornografia leva um homem ou menino mais profundamente “numa superestrada neurológica de mão única, na qual a vida mental fica restrita a uma sexualização excessiva. Essa superestrada tem inúmeros acessos de entrada, mas muito poucas saídas”. Porém, não somente homens estão nesta lista, o número de mulheres dependentes da pornografia aumenta a cada mês pela ascensão do feminismo. O que torna a conversa ainda mais séria. Aula ocorrida na Sede do Centro Anchieta na data de 19/08/2021.