
CAT_ OUTUBRO ROSA: um olhar sobre a saúde da mulher ////////////////////////////////////////////// Pelo Centro de Apoio ao Tabagista - CAT, ONG carioca sem fins lucrativos, que tem como propósito maior contribuir para a redução dos impactos ambientais, econômicos, sanitários e sociais do nicotinismo, entrevistaremos Itamar Bento, e o tema central deste episódio do nosso Programa Viva Voz Saúde será o Outubro Rosa. Rádio Nossa Senhora de Copacabana, 31 de outubro de 2026. Nas operações técnicas do estúdio, o valoroso Geraldo Rodrigues. O nosso convidado é assistente social sanitarista, Doutor em Saúde Pública pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e atua na Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede (DIDEPRE) do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O DIDEPRE, no momento, está com com ações em andamento para câncer do colo do útero, câncer de mama, câncer colorretal e câncer de boca. O câncer de mama é o câncer mais diagnosticado entre mulheres no Brasil e no mundo, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. E não se trata de uma doença com causa única: fatores genéticos, hormonais, reprodutivos, ambientais e comportamentais interagem em seu desenvolvimento. Os números da doença são impactantes: 2,4 milhões de casos diagnosticados em 2024 (78 mil no Brasil) 690 mil mortes (22 mil no Brasil) A mortalidade não depende apenas da agressividade biológica do tumor. Entre os fatores determinantes estão o estádio no diagnóstico, a presença de metástases, o subtipo molecular, as comorbidades e a oportunidade de acesso ao tratamento. Há diferenças importantes entre os subtipos, como tumores com receptores hormonais positivos, HER2-positivos e triplo-negativos. Eles apresentam prognósticos e possibilidades terapêuticas distintos. No Brasil, atrasos entre suspeita, confirmação diagnóstica e início do tratamento, além das desigualdades regionais, são questões fundamentais para a discussão de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que diagnóstico oportuno, tratamento integral, reabilitação e cuidados paliativos são essenciais para reduzir a mortalidade. Segundo a OMS, entre 0,5% e 1% de todos os diagnósticos de câncer de mama no mundo ocorrem em homens. Aproximadamente 1 em cada 100 a 200 diagnósticos. Considerando a ordem de grandeza de 2,43 milhões de novos casos anuais de câncer de mama feminino no mundo, isso corresponderia a aproximadamente 12 mil a 25 mil diagnósticos masculinos por ano. Trata-se de uma extrapolação aproximada, não de uma contagem oficial de casos masculinos em 2024. O câncer de mama masculino costuma ser diagnosticado entre os 60 e 70 anos, e mutações hereditárias, especialmente no gene BRCA2, têm importância significativa na sua etiologia. Portanto, uma mensagem importante para o Outubro Rosa é: homens também podem desenvolver câncer de mama, embora representem uma pequena parcela dos casos. 𝗟𝗔Ç𝗢 𝗖𝗢𝗥-𝗗𝗘-𝗥𝗢𝗦𝗔 Em 1991, a norte-americana Charlotte Haley, cuja família havia sido atingida repetidamente pelo câncer de mama, começou a confeccionar pequenos laços de fita cor de pêssego. Ela os distribuía acompanhados de cartões que denunciavam o baixo investimento federal na prevenção do câncer. Sua intenção era mobilizar a população para pressionar o governo dos Estados Unidos. Ainda em 1991, a organização Susan G. Komen distribuiu laços rosa durante sua corrida Race for the Cure, em Nova York. Portanto, o rosa já estava sendo utilizado antes da grande campanha comercial que o popularizou. Em 1992, Alexandra Penney, editora da revista Self, e Evelyn Lauder, executiva da empresa de cosméticos Estée Lauder, procuraram Charlotte Haley para incorporar seu laço à campanha de conscientização. Charlotte recusou, por considerar a proposta excessivamente comercial. As organizadoras então adotaram a cor rosa.