
No Brasil, dados do IBGE mostram que as mulheres dedicam quase o dobro do tempo que os homens ao trabalho doméstico e de cuidados não remunerado, realidade ainda mais intensa para mulheres negras, que acumulam jornadas marcadas pela precarização do trabalho e pela responsabilidade quase integral pelo cuidado. Essa sobrecarga, historicamente invisibilizada e desvalorizada, produz impactos profundos na saúde mental, como cansaço crônico, ansiedade e esgotamento. Nos últimos anos, o campo jurídico passou a ser provocado a reconhecer essas desigualdades estruturais, especialmente a partir dos Protocolos para Julgamento com Perspectiva de Gênero e Perspectiva Racial elaborados pelo Conselho Nacional de Justiça. Mas como esse reconhecimento aparece, na prática, nas decisões judiciais? De que forma o Judiciário tem considerado o trabalho de cuidado não remunerado e seus impactos sobre a saúde mental das mulheres? Neste episódio, Mariana Barsted, coordenadora de programas da CEPIA, conversou com Flávia Oliveira, advogada e professora, especializada em direito das famílias; Luciana Darze, advogada e professora, especializada em direito do trabalho; e Mara Gomes, psicóloga e psicanalista. Este podcast foi realizado com o apoio do Ministério das Mulheres. Acompanhe a CEPIA nas redes sociais Site: www.cepia.org.br Instagram: @cepiacidadania Facebook: cepiacidadania Youtube: CEPIA Cidadania