
O programa Ciência Ufes, dessa semana, fala com a professora da Ufes, Tânia Reuter. Ela fala com você sobre um estudo que busca eliminar as hepatites virais, e, no caso do Brasil, eliminar a Hepatite B como problema de saúde pública até 2030. O estudo teve início este ano no Brasil, representado pela Ufes e pela Universidade de São Paulo, e a previsão é que deve durar cerca de cinco anos. A pesquisa é liderada pela faculdade de medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e é composta por grupos de pesquisa do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. O vírus da Hepatite B é um dos maiores causadores de câncer hepático e ainda não tem cura. A progressão pode levar a quadros de cirrose, câncer hepático e morte. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 240 milhões de pessoas vivem com infecção crônica, segundo dados de 2024. Somente no país mais de 276 mil casos foram confirmados entre 2000 e 2022. A Hepatite B pode ser transmitida sexualmente e por contato com sangue contaminado, inclusive durante a gestação ou no parto, passando da mãe para o bebê. De acordo com a Sociedade Brasileira de Clínica Médica, o vírus do tipo B é 100 vezes mais contagioso que o HIV e a principal forma de prevenção é a vacina, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade.