
Um filme que a Warner tentou engavetar, vendeu como descarte por $50 milhões e que já arrecadou $58 milhões em três semanas. A história por trás de Coyote vs. ACME é tão improvável quanto a de um coiote que passa a vida inteira comprando produtos de uma empresa que claramente quer que ele morra. A premissa é ao mesmo tempo absurda e precisa: o Coiote processa a ACME por danos causados por produtos defeituosos. O que soa como piada de roteiro vira um filme sobre justiça, sobre a impossibilidade de vencer grandes corporações e, no fundo, sobre o que significa continuar mesmo quando o sistema é estruturalmente construído contra você. . No episódio 50 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni analisam o filme que quase não existiu. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: A história real por trás do filme: Warner, write-off de $30 milhões, venda à Ketchup Entertainment e a ironia de um filme sobre processar uma empresa que quase foi destruído por uma. David Zaslav e a crise de identidade de Hollywood: decisões erradas, streaming canibalismo e o caso paralelo de Jurado Número 2. O conceito do processo: e se os produtos da ACME fossem deliberadamente projetados para falhar? O filme que não moderniza à força: sem danças de TikTok, sem referências de IA e a essência dos personagens preservada. Albert Camus e o Mito de Sísifo aplicado ao Coiote: é preciso imaginar o Coiote feliz. Link para o artigo da The New Yorker: https://www.newyorker.com/magazine/1990/02/26/coyote-v-acme #CinematografiaPodcast #CoyoteVsAcme #Looney Tunes #Warner #Cinema #Animacao #Hollywood #AnaliseDeCinema #CulturaPop #CoyoteAcme