
Antes de existir qualquer ideia de futuro no cinema, Fritz Lang já tinha filmado o medo que ele produziria. Estamos falando de Metropolis, filme de 1927, que hoje, cem anos depois, ultrapassa o conceito de “clássico” para se transformar no filme que funda grande parte da linguagem cinematográfica. No coração do expressionismo alemão, Metropolis transforma arranha-céus, engrenagens, multidões e sombras em metáfora da desigualdade, da alienação e da promessa tecnológica que cobra demais do humano. Quase um século depois, a pergunta continua intacta: o que acontece quando a técnica cresce mais rápido que a ética? No episódio 33 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni reinterpretam Metropolis, passando por sua força estética, seu imaginário religioso e sua influência decisiva sobre a ficção científica e sobre a própria maneira como o cinema aprendeu a pensar a modernidade. 🎥 Neste episódio, a conversa passa por: • A luta de classes em cena e a máquina como forma de organizar a desigualdade. • Maria como figura messiânica, repleta de simbolismos cristãos. • Apocalipse, Babel e o subsolo: a dimensão religiosa do horror tecnológico. • A cópia reencontrada na Argentina e o filme como sobrevivência histórica em reconstrução. • Fritz Lang e o surgimento da ficção científica no cinema. 💬 E para você: Metropolis funciona mais como profecia tecnológica, parábola religiosa ou crítica política da modernidade? Conta nos comentários. Obras citadas nesse episódio: O Gabinete do Dr. Caligari (1920) - Robert Wiene Blade Runner (1982) - Ridley Scott A Paixão de Joana d’Arc (1928) - Carl Theodor Dreyer São Paulo S.A. (1965) - Luís Sérgio Person Alphaville (1965) - Jean-Luc Godard O Encouraçado Potemkin (1925) - Sergei Eisenstein Tempos Modernos (1936) - Charles Chaplin Drácula (1931) - Tod Browning King Kong (1933) - Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack O Mágico de Oz (1939) - Victor Fleming ...E o Vento Levou (1939) - Victor Fleming Cidadão Kane (1941) - Orson Welles Casablanca (1942) - Michael Curtiz Cleópatra (1963) - Joseph L. Mankiewicz Ben-Hur (1959) - William Wyler Frankenstein (1910) - J. Searle Dawley De Volta para o Futuro (1985) - Robert Zemeckis Pobres Criaturas (2023) - Yorgos Lanthimos Megalópolis (2024) - Francis Ford Coppola Metrópolis (2001) - Rintaro