
Você não vai ao cinema. Você volta. Sempre. E Cinema Paradiso é o único filme que sabe exatamente por quê. No episódio 45 do Cinematografia Podcast, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni se encontram diante de um dos filmes mais amados da história do cinema: Cinema Paradiso (1988), de Giuseppe Tornatore. Um filme sobre um menino obcecado por uma tela, um projecionista que guarda todos os beijos cortados pela censura, e uma cidadezinha siciliana onde o cinema era a janela para o mundo. Jason viu pela primeira vez numa sessão com quarenta cinéfilos veteranos e chorou. Fernando sentou no chão do Cine Bauru quando criança porque não tinha mais cadeira. Flávia explica por que isso tudo não é somente nostalgia, mas sim ânima, a alma do cinema. 🎥 Neste episódio, falamos sobre: O cinema de bairro como a base da comunidade. A metalinguagem de Cinema Paradiso. O neorrealismo italiano como base: por que os personagens são tão relacionáveis que parecem ser da sua cidade, não da Sicília. A relação humana com a imagem e por que a plateia enlouquecida do Paradiso não é tão diferente das pessoas que gritam nos filmes da Marvel hoje. Os beijos cortados pela censura e o que o Alfredo guardou para o Totó: a cena final mais perfeita da história do cinema. Tornatore, Morricone e a construção de uma obra-prima que ninguém nega. Está para nascer a pessoa que assistiu Cinema Paradiso e não gostou. Se você ainda não viu, pare tudo, e veja agora.