
Ele lutou na Segunda Guerra, viu o Holocausto de perto e resolveu rir de tudo isso, afinal, fazer piada é uma questão de sobrevivência. O episódio 44 do Cinematografia Podcast chega com mais uma comemoração: 100 anos de Mel Brooks! Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni analisam Jovem Frankenstein (1974), talvez a comédia mais famosa do diretor, uma paródia que é, principalmente, uma homenagem meticulosa e brilhante ao horror clássico de James Whale de 1931. 🎥 Neste episódio, falamos sobre: - Paródia versus homenagem: por que Jovem Frankenstein não é uma caricatura do original, mas uma continuação afetiva e anárquica filmada com os mesmos equipamentos do filme de 1931. - O humor caótico de Mel Brooks e o que o humor judaico acrescenta quando você dobra essa aposta. - Por que o filme não funciona da mesma forma para quem nasceu depois dos anos 80 — e por que isso importa para entender como o cinema envelhece. - A trajetória de Mel Brooks: de Melvin Kaminski, roteirista de TV nos anos 60, a diretor que antecipou toda a comédia de paródia que viria depois. - Os Produtores (1967) e a piada mais arriscada da história de Hollywood: fazer comédia com o nazismo enquanto sobreviventes do Holocausto ainda estavam vivos. - Gene Wilder como co-roteirista e protagonista. - O documentário Mel Brooks: o Homem de 99 anos, e por que muitos humoristas contemporâneos afirmam que não existiriam sem ele. Um filme que não é para todo mundo. Talvez seja exatamente por isso que ainda importa.