
As manifestações artísticas circenses se confundem com a história da humanidade, embora o circo como conhecemos hoje faça parte de nossa história recente de meados do século 18. Desde então, o universo mágico e colorido que se desenha sob as lonas de circo mundo a fora, faz parte da vida social. Sob estas lonas, as histórias de cada pessoa que algum dia ocupou uma cadeira na plateia certamente encontrou eco no picadeiro, onde a vida acompanha a linha tênue entre a alegria e a tristeza, o medo e a coragem, a dor e o riso, a vida e a morte. O Filme Circo é... Circo, produzido pelo SESC/SP em 2015 durante o Circos, Festival Internacional Sesc de Circo, é um bom exercício para ampliar os caminhos estéticos possíveis presentes na história mais recente do circo. As artes, por se situarem no campo da experiência estética, política e social dos sujeitos, só se realiza e ganha significado no encontro do artista com o público. Nessa perspectiva, as experiências, intenções e significados são imputados pelos próprios sujeitos. Portanto, Circo é Circo! Por outro lado, ao longo da história do circo surgiram diferentes termos, ou melhor movimentos, como circo tradicional, circo novo, circo contemporâneo, circo moderno, circo teatro, e por aí vai, que buscam delimitar e enquadrar o circo dentro de suas perspectivas organizativas, estéticas e políticas. Nas últimas décadas nos parece que essas questões se tornaram mais presentes nas conversas e encontros, sobretudo entre artistas, grupos, companhias, coletivos e pesquisadores, provocando importantes diálogos, reflexões e polêmicas. Afinal de contas, o que está por trás dessas nomenclaturas? O episódio de hoje é para compreendermos melhor as questões que atravessam esse universo e o que está em jogo. Eu sou Felipe Nicknig, artista, professor e Diretor da Catavento Companhia Circense, começa agora mais um episódio do circonexo: um podcast sobre circo, política e cultura. Convidados de hoje: Rodrigo Matheus – Artista Circense e Diretor de espetáculos, fundador do Circo Mínimo. Julia Henning – Artista Circense, Diretora, Gestora e pesquisadora integrante do Coletivo Instrumento de Ver. Zezo de Oliveira - Mestre em Educação, ator, Diretor de Arte da Cia Kelly Trindade de Circo, Ex-Diretor da Escola Nacional de Circo/Funarte. Este podcast é uma realização independente da Catavento Companhia Circense. Nossa busca, com humildade, respeito e tolerância é apresentar um espaço construtivo para dialogar sobre os mais variados temas que atravessam o universo do Circo e das Artes. Aqui, a polêmica, a divergência e as diferentes opiniões são tratadas como um convite à reflexão, para encontrarmos caminhos possíveis sobre as questões que nos atravessam. Faremos isso a partir das artes do circo, afinal de contas, ser artista circense implica um modo de ser e existir. Se você se identifica com essa ideia e se de alguma forma contribuímos com teu cotidiano, pedimos teu apoio para continuar! Seja parceiro no nosso clube assinatura do catarse, custa menos que um lanche por mês. A partir de R$ 9,00 mensais, ou seja 0,30 centavos por dia, você fortalece um importante espaço de diálogo, reflexão e comunicação, além de financiar projetos e ações transformadoras.