“Decumforça” Clarisse Grova e Léo Nogueira Se o seu amor vive preso Numa camisa-de-força O meu é intenso e surpreso Amor, paixão, dor, desprezo Só sei sentir “decumforça” É fácil falar que ama E dar um amor miúdo Quem deita na minha cama Tem que saber comer grama Tem que ser capaz de tudo Do curso do sentimento Eu sou uma repetente Só que me faltou talento Pra riso de fingimento E choro mostrando os dentes Na hora em que o amor termina Eu grito, gemo e esqueço Sentir é a minha sina Sentindo, a vida me ensina Sorrindo eu pago o preço Depois que morro, renasço Só pra morrer novamente Eu gozo e sangro no espaço Deixo meu rastro onde passo Não vou ficar pra semente