
Em plena Páscoa 2021, na transição do Sábado de Aleluia para o Domingo da Ressurreição, é bem sugetivo começar a ler sobre o arquétipo da Mulher Selvagem como uma ressurreição na psique feminina, a partir de La Loba. "Osso a osso, fio a fio de cabelo, a Mulher Selvagem vem voltando." Feliz Páscoa, Lobas! Uma Páscoa marcada por tanta dor e tanta perda, pela Covid-19, o que se renova na nossa psique? A ressurreição do Cristo mostra a vitória do espírito e da alma, que segue vivendo sem o corpo. A imortalidade da essência do ser. Metaforicamente, muitas vezes, morremos, e o arquétipo da Vida-morte-vida nos mostra que ressurgimos, como o Cristo, inclusive mais fortes e mais sábias. Que La Loba cante sobre nossos ossos e que ampliemos nossa consciência a respeito de quem somos e do que nos mata a alma, a fim de encontrarmos o Self profundo, a Velha La que Sabé, a Mulher Selvagem. Em tom de oração peço que saibamos nos libertar de tudo que nos oprime, que deixemos no deserto, com La Loba, tudo o que mata nossa vida criativa!