
"Sabemos que não podemos viver uma vida confiscada". Esta frase ressoa dentro de nós como o chamado da Mais Velha, a velha foca nos chama do fundo das águas da alma e nos lembra de vivermos na superfície como anfíbios, mediais que somos. Esta é nossa "ecologia inata": temos nosso lar da alma e nos sustentamos no mundo objetivo. Vamos nos lembrar sempre disto: na superfície, no mundo objetivo, sempre podemos voltar ao lar da alma e ouvir o chamado da Mais Velha, da que sabe. A iniciação feminina se fortalece com este retorno constante ao próprio Self. Isto se faz, por exemplo, lendo mulheres como Clarissa Pinkola Estés que, numa transmissão matrilinear, nos inicia no feminino sagrado, selvagem. Clarissa é uma das nossas mães, a Mais Velha que nos chama no meio da escura da alma ou mesmo num dia ensolarado, basta abrir seu texto e conversaremos com ela, correremos com os lobos...