
O que faz uma mulher tentar esconder uma vida secreta? O que seria prejudicial nisto e o que seria saudável nesta divisão na vida de uma mulher? É o que Clarissa Pinkola Estés nos provoca a pensar na Armadilha no. 5 do #8 de Mulheres que correm com os lobos. Neste episódio do nosso podcast, @Phoenix nos convida a refletir que a esposa do Barba-azul e Vasalisa ocultaram algo sobre de si mesmas para sairem de armadilhas e de cativeiros; e como, de forma precavida, o fizeram as irmãs gêmeas e o pai delas no Conto do Manawee - no #4 - ao esconderem seus nomes. Clarissa interpreta a ocultação desses nomes como parte da natureza dual da mulher selvagem e que esta mulher só revelerá seu interior - aquilo que deseja seu Self mais profundo - ao homem selvagem, o Manawee, que se interessa por ela, que quer saber disto para cooperar com ela e não para agredi-la, manipulá-la e controlá-la. Um homem desinteressado pela parte interior de uma mulher pode deixá-la seguir "em desmazelo", pode deixá-la com "fome de alma". Sem mais, sigamos na escuta de mais um episódio do nosso Clube das Lobas.