
"Ressuscita-me!" Ressuscita na nossa psique, nos faz chegar à consciência o que amamos em quem amamos. Parece que as mulheres têm amado seu próprio sintoma, ao se entregarem a "predadores naturais da psique", como o fazem as personagens contadas em Mulheres que correm com os lobos. Estamos, no Grupo, no #10, e até aqui vimos a mulher que foi deixada para morrer no deserto, a esposa do Barba-azul, Vasalisa, O Patinho Feio, A menina dos Sapatinhos Vermelhos, A mulher da pele de foca, La Llorona, A Menininha dos Fósforos e o Velho exausto do Conto Os Três Cabelos de Ouro, lutarem contra seu próprio sintoma, aquilo que os levariam a uma destruição do Self, de si mesmos. Este sintoma da mulher, penso que se trata da dependência afetiva, é o que faz a mulher não reconhecer no "mutante" o "predador natural da psique". Em "O Amor", de Vladimir Maiakóvski e na versão deste poema, na canção de Caetano Veloso, na voz de Gal Costa, podemos encontrar o pedido que fazemos a La Loba, a Velha La Que Sabé, esta versão da Mulher Selvagem que habita a nossa psique: que ressuscite, nos traga à luz, à consciência, o que de nosso sintoma ainda nos faz amar o que nos destrói. "RESSUSCITA-ME! PARA QUE NÃO MAIS EXISTAM AMORES SERVIS." Assim, voltamos à Introdução: Cantando sobre os ossos.