
A literatura liberta! E o relato que Édouard Louis conta na sua obra de auto-ficção O Fim de Eddy não só ratifica essa máxima, mas padece de interpretação subjetiva ao quê ela afirma. O retrato conservador que o livro imprime é o que torna a obra instigante, porque a todo momento o leitor é instigado a pensar: se que Eddy vai ser descoberto pelos pais agora? O Fim de Eddy é descoberto apenas no fim do livro, o que é necessário para que tensão deixe de ser insuportável. Como um romance de formação, é no final que Eddy coloca um fim à sua condição, mesmo sem saber das consequências dessa rebeldia.