
Miquéias nos mostra um dos grandes fundamentos da necessidade dos juízos de Deus: proteger os indefesos, já que a nação não o fazia. E o pior, o povo de Israel não só havia se tornado corrupto e violento, mas se recusava a ouvir quem lhes mostrasse seus erros (v.6). E é nesse contexto que o Senhor diz uma frase marcante no capítulo: "as minhas palavras fazem o bem ao que anda retamente" (v.7). Portanto, os opressores sofreriam, mas os oprimidos seriam libertos. Deus não estava exigindo perfeição, mas exigindo justiça. Mas os israelitas se recusavam a ouvir ao Senhor; preferiam profetas mentirosos, que pregassem apenas sobre bênçãos, e não que lhes dissessem a verdade que poderia salvá-los (v.11). O povo de Israel poderia ter tido um destino diferente se não tivesse se recusado a reconhecer seus erros. Mas preferia ouvir mensagens agradáveis e que não condenassem seus pecados. Assim, nunca foram curados da sua enfermidade moral, e continuaram na prática do pecado até que rejeitando a presença de Deus, receberam a recompensa de todo mal que praticaram. Os últimos dias seriam semelhantes ao que aconteceu com Israel no passado (2Tm.4:3), mas não podemos repetir os mesmos erros. Não devemos ouvir o que nos agrada, devemos ouvir a verdade. E se a verdade nos incomoda, não é a Palavra de Deus que deve ser mudada, somos nós! Não há cura sem diagnóstico e não há perdão sem reconhecimento. Confessar e deixar são o diagnóstico e o tratamento pelos quais o Senhor nos cura. Leia Miquéias 2 #RPSP