
Entre os convites de graça e misericórdia dos capítulos anteriores, o Senhor chega em Isaías 57 para fazer um contraste: primeiro, Ele demonstra estar ciente dos pecados do povo, e condena a idolatria de eles terem adotado as divindades de Canaã. Como exemplo, Deus descreve os absurdos que eles praticavam por estes falsos deuses, que iam desde imoralidades até o ponto de sacrificar os próprios filhos. Mas ao mesmo tempo, fala cheio de compaixão e carinho para os arrependidos e promete ajudá-los, dar consolação e sará-los. De início, para levar a parcela do povo que estava envolvida com a idolatria ao arrependimento, o Senhor os faz refletir que no momento de necessidade, eles deveriam clamar a esses ídolos para os livrar. Mas já na segunda parte do capítulo, Deus muda totalmente o tom para se dirigir aos seus filhos, a quem chama de "meu povo". Estes eram os que estavam sofrendo por ver tanta idolatria, imoralidade e morticínio. "Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos". Incrível! O mesmo Deus infinito que habita na eternidade, também escolheu morar no coração do pecador arrependido. Ele se mostra irado com os que adotavam a idolatria, e todo amável quanto às pessoas que tem um coração sensível para o mal desse mundo. É muito bonito ver todo o equilíbrio no amor de Deus. Leia Isaías 57 #RPSP