
Vemos o carinho de Deus por seu povo quando mesmo depois de permitir que fossem invadidos e deportados, o Senhor ainda escreve uma carta toda pessoal, falando de como Ele lhes quer bem, que ainda se preocupa com eles e de que, no tempo certo, há de restaurá-los à sua terra natal. O Senhor inspirou Jeremias a mandar essa carta para Babilônia a fim confortar os exilados e fazê-los ver que Babilônia não era seu inimigo. Pelo contrário; eles deveriam edificar casas, plantar, casar, criar seus filhos e se multiplicar em Babilônia, procurando o bem da cidade e orando por ela. Na paz de Babilônia agora teriam a sua paz. E Deus repreende falsos profetas, adivinhos e sonhadores "que sempre sonham segundo o vosso desejo", pois não os enviou. O cativeiro duraria sim os 70 anos, e só então, Deus cumpriria suas promessas de trazê-los de volta a Jerusalém. E é com as mais ternas palavras de um dos trechos mais conhecidos de Jeremias que o Senhor afirma: "Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais" (v.11). Carinhosamente o Senhor demonstra que só queria o bem do seu povo, e o que eles estavam passando era necessário para isso. Ali, eles aprenderiam a "buscar a Deus de todo o coração e o encontrariam". Como em nossa vida, as fases mais difíceis estão entre as que mais nos ensinam a buscar a Deus de todo o coração. Quando todas as distrações se apagam e silenciam, finalmente conseguimos encontrá-Lo. Leia Jeremias 29 #RPSP