
Quando falamos sobre crianças e telas, a preocupação costuma ser: quanto tempo é permitido? Mas uma pesquisa publicada no JAMA Pediatrics (2024) nos convida a ampliar essa discussão. Não é apenas sobre quanto tempo a criança passa diante de uma tela, mas sobre o que ela assiste, como utiliza a tecnologia e o que deixa de acontecer enquanto a tela está presente. E existe uma questão importante: como nós, adultos, estamos utilizando nossas próprias telas na presença dos nossos filhos? Estar fisicamente presente não significa estar emocionalmente disponível. Neste episódio do Compassivamente, compartilho o que a ciência tem mostrado sobre o uso de telas na primeira infância e orientações práticas para construir uma relação mais saudável com a tecnologia. Sem culpa, sem terrorismo e sem exigir uma parentalidade perfeita. Mas com mais consciência sobre a importância da conexão. 🎧 Episódio 110 disponível no Spotify. Referência científica: Early Childhood Screen Use Contexts and Cognitive and Psychosocial Outcomes: A Systematic Review and Meta-analysis. JAMA Pediatrics, 2024.