
Que mundo teremos se todas as pessoas renunciarem ao seu emprego e à maneira como trabalham atualmente? Mais de 24 milhões de profissionais americanos pediram demissão de seus empregos, entre abril e setembro de 2021. Número que impressiona pelo curto período de 6 meses, de um contingente comparável a toda população australiana. Alemanha, Japão e outras nações ricas sentem sinais da mesma tendência. O Brasil também está nesse contexto. A pandemia COVID-19 provocou processos de exaustão, além da deterioração da saúde, inclusive mental, entre outras modalidades de produção remota. E soma-se a um sintoma de renúncia ao emprego crescente há décadas nos países desenvolvidos. O fenômeno está forçando um diálogo mais amplo sobre o trabalho, inclusive nas economias em desenvolvimento.